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Transformação Ágil: Empresa Máquina ou Organismo Vivo?

Além do imensurável desafio de fazer as pessoas pensar de forma diferente, adotando novos modelos mentais, ágeis, enxutos e de crescimento, a Transformação Ágil exigirá também uma mudança de percepção daquilo que, até hoje, se entende por “empresa”.

 

A visão mecanicista e linear, que considera as empresas como máquinas, fechadas, bem “azeitadas”, confiáveis e eficientes, projetadas para não falhar, metódicas, previsíveis, sob as quais pode-se exercer controle rígido e, o pior, nas quais as pessoas são consideradas simples peças dessas máquinas, podendo ser substituídas a qualquer momento, não combina mais com o ambiente atual de negócios, do conhecimento, de alta complexidade, imprevisível, dinâmico e de constantes mudanças.

 

Você deve estar pensando “ainda existem empresas atuando desta forma?”. E eu lhes respondo: sim. É inacreditável, mas em pleno 2018 o que mais vejo no mercado são empresas com este modelo de operação e, pasmem, muitas delas no segmento de informática, software, TI… gente da inovação!!! É possível? Qual o motivo da surpresa?

 

A grande maioria das empresas ainda opera da forma tradicional ou slow by design, de grande rigidez organizacional, de muita tradição e conservadorismo, de ênfase na hierarquia, centralizadas no topo, de decisões individuais, de lealdade ao departamento, de gerentes técnicos, de foco na execução (na eficiência). Costumo dizer que são empresas programadas para não perder, para não errar, para não falhar. Agindo assim, tolhem a iniciativa e criatividade das pessoas, perdendo a oportunidade de inovar, de se superar, de crescer, de vencer! Parece estranho, não?!

 

Você acha que é possível superar os desafios e quebrar os novos paradigmas do mercado e dinâmica dos negócios, tomar decisões com rapidez, ter foco no cliente, executar as “coisas” de forma ágil e ainda ser competitivo, engajar, motivar e manter talentos e, principalmente, gerar inovações sustentando este modelo ultrapassado e ortodoxo de gestão?

 

Posso afimar e garantir que não!

 

Para ser ágil, uma empresa precisa ser flexível, aceitar mudanças e considerá-las positivas, trabalhar em times, leais com a empresa e não ao departamento. Ela nem deve ter departamentos! Delegar, confiar e dar autonomia, decidir com base em dados e consensualmente, preocupar-se realmente com as pessoas, oferecer dignidade para todos. Os líderes, por sua vez, devem possuir mais habilidades humanas do que técnicas, além de direcionar todos os seus esforços para os resultados (eficácia).

 

Costumo adotar a metáfora da empresa de Corpo, Mente e Alma, desenvolvida pelo Roberto Tranjan, criador da metanóia, como uma das técnicas de sensibilização para Transformação Ágil. Isso nos remete a visão da empresa como um organismo vivo, onde qualquer desiquilíbrio ou distorção no corpo (estrutura da empresa), na mente (estratégias do negócio) ou na alma (pessoas) prejudica o desempenho do sistema como um todo. O equilíbrio das partes forma a empresa plena.

 

Por fim, a Transformação Ágil, quando bem conduzida, nos leva para este novo cenário. Que também apresenta desafios, problemas e complexidade. Porém os benefícios deste novo modelo são indiscutíveis. O que dizer das vantagens de se trabalhar em um ambiente colaborativo e auto-organizado, fazer uso da inteligência coletiva existente nos times multifuncionais, priorizar as pessoas e as relações, sem contar na liberdade para inovar e superar desafios?

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